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Conheça Leandro Souza, figurinista da Amazônia que faz sucesso no Carnaval do Rio de Janeiro
Não é novidade pra ninguém que os talentos que brilham no Festival de Parintins também estão revolucionando os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. Todos os anos, vários artistas da Amazônia são contratados para assinar criações, contribuir com movimentos de carros alegóricos, figurinos e montagem de coreografias. Um desses é o Leandro Souza, figurinista de Rondônia, que começou a carreira no Boi Caprichoso e hoje se destaca fora da Região Norte.
Leandro nasceu em Guajará-Mirim, município de Rondônia, e desde sempre teve uma relação muito próxima com a arte e as manifestações culturais da região. Apesar de ser formado em enfermagem, foi entre penas, plumas e pedrarias que o artista encontrou sua profissão. Hoje, aos 26 anos de idade, a principal fonte de renda de Leandro vem da produção de figurinos para festivais folclóricos e desfiles de Carnaval.
A trajetória do artista começou com a produção de peças simples e pequenas, como pulseiras, braceletes e colares. Leandro conta que, quando começou, nunca pensou em confeccionar grandes figurinos e muito menos exportá-los para fora da Amazônia. “Eu comecei a fazer poucos acessórios para um amigo que dançava, mas eu considerava como uma espécie de brincadeira. Foi quando tive algumas aulas e me aperfeiçoei um pouco mais nesses tipos de confecções, que tudo isso foi se tornando mais profissional. Comecei a receber encomendas de peças um pouco mais completas, mas nada muito grande como figurinos”, relembra o artista.
O início de um sonho!
Um dos sonhos de Leandro era estar no Festival Folclórico de Parintins, e é claro que não demorou muito a se concretizar! Hoje o artista é contratado pelo Boi-Bumbá Caprichoso para confeccionar indumentárias de itens de destaque na festa, como a cunhã-poranga, rainha do folclore, levantador de toadas e outros.

Rainha do Folclore do Boi Caprichoso vestindo uma indumentária assinada por Leandro Souza. — Foto: Arquivo pessoal
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Figurino confeccionado por Leandro Souza para a Cunhã-poranga do Boi Caprichoso Marciele Albuquerque — Foto: Arquivo pessoal
Da Amazônia para a SapucaíÉ claro que Parintins abriu portas para o artista! Em 2022, Leandro foi convidado para confeccionar um dos destaques da Unidos da Tijuca, no desfile do Rio de Janeiro. E assim se concretizou mais um sonho na carreira do figurinista: estar na Marquês de Sapucaí!“Depois de realizar o sonho de estar no Festival de Parintins, veio aquele desejo de contribuir para o Carnaval do Rio, porque é algo completamente diferente. Eu aprendi muito, conheci muitas técnicas novas. Pra mim, foi uma grande realização estar inserido no Carnaval do Sudeste, trabalhando e desfilando junto com as pessoas que fazem parte daquilo”.Figurinos produzidos para destaques da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro em 2022 — Foto: Arquivo pessoalFigurinos produzidos para destaques da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro em 2022 — Foto: Arquivo pessoal
A parceria com a escola de samba deu tão certo que o feito se repetiu também em 2023. Pelo segundo ano consecutivo, Leandro confeccionou figurinos para destaques de alegorias da Unidos da Tijuca.Figurinos de destaques da Unidos da Tijuca no desfile de 2023, confeccionados por Leandro Souza — Foto: Arquivo pessoalFigurinos de destaques da Unidos da Tijuca no desfile de 2023, confeccionados por Leandro Souza — Foto: Arquivo pessoalComo funciona o processo de criação de um figurino para o Carnaval?“O carnavalesco entrega o desenho para o destaque, que entra em contato comigo. O carnavalesco me deixa bem livre para fazer alterações necessárias, mas claro, sem mudar a proposta principal. Isso possibilita que eu dê a minha identidade à peça. Isso é muito positivo pra gente: ter essa liberdade de criação! É muito legal acompanhar esse processo porque vai desde o desenho, escolha do material que será usado, com muito trabalho de pesquisa até o resultado final”, conta Leandro.
Quanto tempo para um figurino ficar pronto?O artista conta que o tempo de produção depende de muitos fatores, e o principal deles é a quantidade de trabalhos que devem ser finalizados. “O tempo de criação das peças varia muito! Por exemplo, no Carnaval deste ano, eu tive 20 dias pra finalizar duas fantasias de destaque. Foi uma grande correria, mas no final tudo deu certo”, explica Leandro.Figurinos para LexaSim, a ‘Sapequinha’ também se rendeu aos incríveis trabalhos do figurinista! Em 2022, o estilista da cantora Lexa ficou sabendo das peças produzidas por Leandro e fez questão de entrar em contato com o artesão pelas redes sociais. “Em 2022, a Tijuca estava trazendo um enredo indígena. Então, o estilista percebeu que meu trabalho teria muito a essência do que ele queria pra cantora, e foi quando ele me convidou!”, revela.Cantora Lexa usa figurino assinado por Leandro Souza — Foto: Arquivo pessoalCantora Lexa usa figurino assinado por Leandro Souza — Foto: Arquivo pessoal

Look usado por Lexa, confeccionado por Leandro Souza — Foto: Arquivo pessoal
“Quando vejo algum famoso ou influenciador usando peças que produzi, sinto que é a valorização do meu trabalho, além de saber que meus adereços poderão ser vistos pelo Brasil e mundo afora. Então, acabo conquistando mais credibilidade ainda relacionado ao que faço”, Declara o figurinista.
É muito bom ver a nossa Amazônia sendo bem representada por artistas tão incríveis como o Leandro. São nortistas que contribuem para que nossa região seja sempre vista como berço de grandes talentos. Que nossos artistas ganhem o mundo cada vez mais!
𝔽𝕆ℕ𝕋𝔼:redeglobo.globo.com/redeamazonica
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DAS BARRANCAS DO PACAÁS À VICE-PRESIDÊNCIA DA OSR; EXTRATIVISTASE DESTACA E GANHA ESPAÇO
Nascido nos barrancos do majestoso Rio Pacaás Novos, no município de Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia, Ronaldo Ferreira Lins, o Lins, tem 52 anos de idade e é filho de Rômulo Lins, o Papacho, e Raimunda Ferreira Lins, pioneiros da região. Aos 14 anos mudou-se para Guajará-Mirim, mas nunca se afastou do berço natal matendo constante e permanente relação com aquela comunidade.
Serviu o,Exército Brasileiro no hoje 6° BIS tendo chegado à patente de 2° Sargento e em seguida indo para a reserva remunerada.
Sempre ligado às causas do povo extrativista, Lins iniciou uma luta heróica em favor daquele povo e com o objetivo de promover a igualdade social e econômica dos extrativistas, respeitando o meio ambiente e preservando nossa floresta. Dentre seus principios sempre esteve o de promover o bem estar social dos povos da floresta, através da 7valorização de seus produtos e da preservação ambiental.
A Assembleia Geral da Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR) também abriu espaço para emplacar novos nomes de extrativistas do município de Guajará-Mirim, graças aos esforços de Lins e seus companheiros, o que resultou com Ademir Melo de Souza, 1° Tesouseiro; Paulo da Silva Costa, 1• Conselheiro Fiscal; Maria Aparecida Gonçalves de Souza, Secretária da Mulher; Jorrana Rodrigues Pantoja, Secretária da Juventude; e José Avillaneda Amuntary, Secretário da Igualdade Racial.
Para o novo Vice-presidente da OSR, “É possível sim o homem viver em harmonia com a floresta, vivendo na floresta, da floresta e com a floresta”.
Fonte: Guajaráemfoco
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JAILTON DELOGO FALA QUE FILME HÁ SINAIS EMOCIONOU PORTO VELHO E REAFIRMOU A FORÇA DA INCLUSÃO.
Estreou, no último dia 27 de novembro, no Espaço Taperi, em Porto Velho, o filme Há Sinais, uma produção que já nasce histórica por colocar as pessoas com deficiência no centro da criação, da narrativa e da execução. Com grande parte da equipe formada por profissionais com deficiência auditiva, o curta demonstra com força e sensibilidade, que a arte acessível é não só possível, mas necessária.
A narrativa conta a trajetória de Marcelo, um jovem com deficiência auditiva que enfrenta as dores universais da vida, perdas, dúvidas, amadurecimento, somadas aos desafios da comunicação e da falta de inclusão. Na adolescência, ele perde o pai, o que aprofunda suas dificuldades, mas não o impede de avançar. Com resiliência, Marcelo supera barreiras que muitas vezes a sociedade nem percebe, trazendo as telas uma verdade que toca e ensina.
Um dos grandes méritos do filme é sua construção inteiramente em Libras. A câmera valoriza os gestos, a expressividade facial e a comunicação corporal, elementos centrais da linguagem desse público. A obra transforma o visual em sentimento e aproxima a plateia da riqueza dessa forma de diálogo.
Jailton ressalta que o filme transforma a linguagem visual, permitindo a compreensão, a profundidade da comunicação não verbal.
“Outro diferencial marcante é o cuidado em tornar a obra plenamente acessível também às pessoas com deficiência visual. Todas as cenas contam com recursos audiovisuais que descrevem ambientes, ações e emoções, garantindo que o filme seja compreendido em sua totalidade por quem depende da audiodescrição e inovam em um cenário onde o cinema raramente oferece oportunidades. Estão de parabéns o diretor Édio Wilians e o produtor Chicão Santos pela coragem e pelo compromisso com a inclusão.”, completou o Dr.
Vale lembrar que a produção gerou cerca de 43 empregos diretos e indiretos, abrindo espaços para profissionais com deficiência que raramente encontram portas abertas no mercado tradicional. Portanto, uma resposta contundente à falta de representatividade no cinema brasileiro.
O Momento da Inclusão, quadro reconhecido por destacar ações que ampliam a visibilidade das pessoas com deficiência, deu espaço especial à estreia do filme, reforçando sua relevância cultural e social.
A estreia no Espaço Taperi, localizado na Rua Franklin Tavares, 1357, no bairro Olaria, foi apenas o começo. A equipe planeja levar Há Sinais para o interior do estado, com exibições previstas em Guajará-Mirim e nos distritos de Porto Velho.
Há Sinais nasce como obra cinematográfica e cresce como manifesto de igualdade. Um lembrete de que, quando a inclusão é real, a arte floresce, e todos ganham.
Este filme chega como um recado poderoso, pois, quando a sociedade oferece espaço, o talento e humanidade aparecem. E a mensagem é clara, é possível vencer as dificuldades quando a acessibilidade deixa de ser exceção e passa a ser regra.
Se você deseja acompanhar ou saber mais sobre o tema “Pessoa com Deficiência”, basta acessar o perfil @jailtondelogo.
Fonte:Guajaraemfoco
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EXTRATIVISTAS MANTÊM TRADIÇÃO E ULTIMO CAFÉ DO ANO ACONTECE DIA 21
O Movimento Extrativista de Guajará-Mirim, que luta por conquistas e manutenção das tradições deste povo que era antes chamados de Seringueiros, há anos mantém um evento criado para reunir o povo extrativista e seus descentes em um Café dos Extrativistas realizado de forma compartilhada e normalmente uma vez por mês e pontos da cidade e, às vezes, nas áreas rural ou ribeirinha.
Para fechar o ano de 2025, a Coordenação do evento definiu para o próximo dia 21 deste mês de dezembro e no Clube da PM.
O site Guajará Notícias, que normalmente cobre o evento, parabeniza os líderes do movimento e destaca as figuras de José Maria dos Santos, José Wilson Lima, o Boneco, ambos da velha geração, e José Avilhaneda Amontari, Angélica Santos e tantos outros da nova geração, que lutam contra todas as dificuldades e obstáculos, para manter viva a chama do amor do seu povo na defesa de seus territórios e manutenção das tradições que fazem parte importante da nossa história.
Fonte:Guajaraemfoco
