Crônica

PROFESSORA CRISTINA, VOCÊ TEM OLHOS DE PORONGA

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Pois bem! Queridos alunos, queridas alunas. Inicio essa singela crônica caros leitores e caras leitoras para lembrar a fala da querida professora Maria Cristina Victorino de França, quando desejava encaçapar veementemente uma sentença em nossas cacholas displicentes.

Maravilhosa! Uma professora literalmente maravilhosa. Olhos negros, acesos e atentos como olhos de rapina.

Uma beldade!

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Vocês beradeiros e beradeiras da Pérola do Mamoré e do Berço do Madeira já foram fulminados pelos olhos caçadores da Maravilhosa?

Um encanto de professora, dessas da mesma lavra que saíram Lenir Bouez Silva e Maria Laurinda Groff.

Humana, demasiada humana! Firme em suas defesas a favor da vida, mas, sem perder a ternura e a elegância. A mesma elegância que transborda em uma cena memorável em que Al Pacino dança tango no filme Perfume de Mulher.

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Plácida, de azul, sua cor favorita, pelo menos é o que esse escriba supõe que seja. O azul acentua-lhe a aura de odalisca em permanente vibrações voluptuosas.

Pois bem! Voltemos aos olhos de rapina da Maravilhosa, objeto dessa crônica.

São olhos de encantamento, que tudo veem e tudo alcançam.

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Um abra alas enfeitado de columbinas e arlequins, dando passagem à Maravilhosa, que chega feito um carro alegórico explodindo de confetes na avenida de nossos corações.

Professora Cristina, como escreveu lindamente Bertolt Brecht: “Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;

Há aqueles que lutam muitos dias, e por isso são melhores;

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Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;

Porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis”.

Professora Cristina, você é imprescindível!

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Como diria Drummond: “na sombra, teus olhos resplandecem enormes”, que alcançam e iluminam as “estradas” dos beradeiros e beradeiras da Pérola do Mamoré e do Berço do Madeira.

Professora Cristina, você tem olhos de poronga. Alumiam! Seus alunos e alunas não se perdem nas estradas dos seringais de onde extraem o látex da vida.

 

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Simon O. dos Santos – Cronista

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