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Professor Neto e uma imagem fora de contexto
Penso que são poucas as pessoas que retém na memória a imagem amistosa e serena do Professor Neto. Que tiveram o prazer de conhecê-lo, a grata alegria de conviver com ele, ou o privilégio de ter sido seu aluno.
Você que lerá essa crônica, saiba que ela está impregnada de sentimentos, de memórias e de agradecimentos. É um reconhecimento sincero e necessário ao Professor de temperamento manso e cordial. Quase um jesuíta pregando para seus alunos.
Chegou em Vila Murtinho com nove anos de idade e foi alfabetizado à sombra das mangueiras que recobriam o telhado de zinco da Escola Casimiro de Abreu no Acampamento do Lages, às margens da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Uma das mangueiras ainda está lá, registro imponente de uma época gloriosa.
Caríssimos leitores e leitoras, se puderem, vão lá, e atestem a veracidade dessa crônica. Descansem um pouco à sombra daquela quase centenária árvore e sintam a passagem do tempo ecoando no apito do trem.
Ora! Vejam que alegria, 11 anos depois, aquele retirante que nasceu em Fortaleza se torna professor alfabetizador na mesma escola em que fora alfabetizado, agora localizada às margens da BR-425, nas proximidades do distrito de Vila Nova.
É o primeiro ex-aluno da Escola Casimiro de Abreu a tornar-se professor justamente na escola que o alfabetizou.
Mas, tem muito mais! Ele também foi o primeiro diretor desta renomada instituição de ensino do Berço do Madeira, de 1976, quando foi contratado, até 1979.
É inestimável a sua contribuição à educação do Berço do Madeira, e exemplo vivo do que a educação é capaz de provocar nas nossas vidas.
E você aluno e aluna da Escola Casimiro de Abreu, tem conhecimento do legado e da importância do Professor José de Gois Lopes Neto na sua vida estudantil?
Sabia que vocês podem exigir a substituição da imagem do Marechal Rondon que enfeita o muro da escola, bem ao lado do portão principal, pela imagem inspiradora do Professor Neto.
Atentem! Não estou aqui desmerecendo a importância histórica do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, é apenas uma constatação de que a sua imagem está fora de contexto no muro da escola. A imagem deveria ser do poeta Casimiro de Abreu, que dá nome à escola. Muitos acreditam que a referida imagem é mesmo do poeta dos meus “Oitos Anos”. Oh! Que saudades que tenho….
Sejam provocativos! Nem Marechal nem Poeta. A construção do conhecimento passa necessariamente pela valorização do chão que a gente pisa. O Professor Neto foi um retirante que rompeu fronteiras, e usando apenas “giz e saliva”, ajudou a lançar a pedra fundamental da educação do Berço do Madeira.
Seria um justo reconhecimento ao seu legado e à sua memória. O Professor Neto continua sendo nossa bússola com sua agulha magnética a nos orientar e nos inspirar pelos caminhos, trilhos e veredas do Berço do Madeira.
Olha o trem surgindo na curva……. O Professor Neto faleceu no dia 14 de outubro de 2000, com apenas 44 anos de idade, jovem, muito jovem.
Vou lhes provocar mais uma vez queridos alunos e alunas! Por acaso vocês sabem quem José Ribeiro da Costa, nome da avenida que passa em frente à escola Casimiro de Abreu e que corta a cidade transversalmente. Ele tem muito em comum com o Professor Neto. Pesquisem! Meus jovens beradeiros e beradeiras do Berço do Madeira.
Simon O. dos Santos – Cronista
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DAS BARRANCAS DO PACAÁS À VICE-PRESIDÊNCIA DA OSR; EXTRATIVISTASE DESTACA E GANHA ESPAÇO
Nascido nos barrancos do majestoso Rio Pacaás Novos, no município de Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia, Ronaldo Ferreira Lins, o Lins, tem 52 anos de idade e é filho de Rômulo Lins, o Papacho, e Raimunda Ferreira Lins, pioneiros da região. Aos 14 anos mudou-se para Guajará-Mirim, mas nunca se afastou do berço natal matendo constante e permanente relação com aquela comunidade.
Serviu o,Exército Brasileiro no hoje 6° BIS tendo chegado à patente de 2° Sargento e em seguida indo para a reserva remunerada.
Sempre ligado às causas do povo extrativista, Lins iniciou uma luta heróica em favor daquele povo e com o objetivo de promover a igualdade social e econômica dos extrativistas, respeitando o meio ambiente e preservando nossa floresta. Dentre seus principios sempre esteve o de promover o bem estar social dos povos da floresta, através da 7valorização de seus produtos e da preservação ambiental.
A Assembleia Geral da Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR) também abriu espaço para emplacar novos nomes de extrativistas do município de Guajará-Mirim, graças aos esforços de Lins e seus companheiros, o que resultou com Ademir Melo de Souza, 1° Tesouseiro; Paulo da Silva Costa, 1• Conselheiro Fiscal; Maria Aparecida Gonçalves de Souza, Secretária da Mulher; Jorrana Rodrigues Pantoja, Secretária da Juventude; e José Avillaneda Amuntary, Secretário da Igualdade Racial.
Para o novo Vice-presidente da OSR, “É possível sim o homem viver em harmonia com a floresta, vivendo na floresta, da floresta e com a floresta”.
Fonte: Guajaráemfoco
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JAILTON DELOGO FALA QUE FILME HÁ SINAIS EMOCIONOU PORTO VELHO E REAFIRMOU A FORÇA DA INCLUSÃO.
Estreou, no último dia 27 de novembro, no Espaço Taperi, em Porto Velho, o filme Há Sinais, uma produção que já nasce histórica por colocar as pessoas com deficiência no centro da criação, da narrativa e da execução. Com grande parte da equipe formada por profissionais com deficiência auditiva, o curta demonstra com força e sensibilidade, que a arte acessível é não só possível, mas necessária.
A narrativa conta a trajetória de Marcelo, um jovem com deficiência auditiva que enfrenta as dores universais da vida, perdas, dúvidas, amadurecimento, somadas aos desafios da comunicação e da falta de inclusão. Na adolescência, ele perde o pai, o que aprofunda suas dificuldades, mas não o impede de avançar. Com resiliência, Marcelo supera barreiras que muitas vezes a sociedade nem percebe, trazendo as telas uma verdade que toca e ensina.
Um dos grandes méritos do filme é sua construção inteiramente em Libras. A câmera valoriza os gestos, a expressividade facial e a comunicação corporal, elementos centrais da linguagem desse público. A obra transforma o visual em sentimento e aproxima a plateia da riqueza dessa forma de diálogo.
Jailton ressalta que o filme transforma a linguagem visual, permitindo a compreensão, a profundidade da comunicação não verbal.
“Outro diferencial marcante é o cuidado em tornar a obra plenamente acessível também às pessoas com deficiência visual. Todas as cenas contam com recursos audiovisuais que descrevem ambientes, ações e emoções, garantindo que o filme seja compreendido em sua totalidade por quem depende da audiodescrição e inovam em um cenário onde o cinema raramente oferece oportunidades. Estão de parabéns o diretor Édio Wilians e o produtor Chicão Santos pela coragem e pelo compromisso com a inclusão.”, completou o Dr.
Vale lembrar que a produção gerou cerca de 43 empregos diretos e indiretos, abrindo espaços para profissionais com deficiência que raramente encontram portas abertas no mercado tradicional. Portanto, uma resposta contundente à falta de representatividade no cinema brasileiro.
O Momento da Inclusão, quadro reconhecido por destacar ações que ampliam a visibilidade das pessoas com deficiência, deu espaço especial à estreia do filme, reforçando sua relevância cultural e social.
A estreia no Espaço Taperi, localizado na Rua Franklin Tavares, 1357, no bairro Olaria, foi apenas o começo. A equipe planeja levar Há Sinais para o interior do estado, com exibições previstas em Guajará-Mirim e nos distritos de Porto Velho.
Há Sinais nasce como obra cinematográfica e cresce como manifesto de igualdade. Um lembrete de que, quando a inclusão é real, a arte floresce, e todos ganham.
Este filme chega como um recado poderoso, pois, quando a sociedade oferece espaço, o talento e humanidade aparecem. E a mensagem é clara, é possível vencer as dificuldades quando a acessibilidade deixa de ser exceção e passa a ser regra.
Se você deseja acompanhar ou saber mais sobre o tema “Pessoa com Deficiência”, basta acessar o perfil @jailtondelogo.
Fonte:Guajaraemfoco
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EXTRATIVISTAS MANTÊM TRADIÇÃO E ULTIMO CAFÉ DO ANO ACONTECE DIA 21
O Movimento Extrativista de Guajará-Mirim, que luta por conquistas e manutenção das tradições deste povo que era antes chamados de Seringueiros, há anos mantém um evento criado para reunir o povo extrativista e seus descentes em um Café dos Extrativistas realizado de forma compartilhada e normalmente uma vez por mês e pontos da cidade e, às vezes, nas áreas rural ou ribeirinha.
Para fechar o ano de 2025, a Coordenação do evento definiu para o próximo dia 21 deste mês de dezembro e no Clube da PM.
O site Guajará Notícias, que normalmente cobre o evento, parabeniza os líderes do movimento e destaca as figuras de José Maria dos Santos, José Wilson Lima, o Boneco, ambos da velha geração, e José Avilhaneda Amontari, Angélica Santos e tantos outros da nova geração, que lutam contra todas as dificuldades e obstáculos, para manter viva a chama do amor do seu povo na defesa de seus territórios e manutenção das tradições que fazem parte importante da nossa história.
Fonte:Guajaraemfoco
