Crônica

DONA ALICINHA EM SEU PAÍS DAS MARAVILHAS

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Beradeiros e beradeiras! Vocês acreditam em seres celestiais? Em vida após a morte? Eu não, prefiro essa dimensão nua e crua, encrustada entre o nascimento e a nossa morte certa e inelutável.
O resto é crendice!
Mas, acredito em seres de luz, de carne e osso, desses que temos a grata satisfação e o privilégio de conviver com eles por algum tempo durante nossa jornada no escuro.
Aqui no Berço do Madeira conheço alguns. Raras criaturas iluminadas, seres imponderáveis, sereias encantadas e encantadoras.
Uma delas conduzida pelas mãos dos deuses, após viajar milênios pelo espaço sideral em um singelo cesto de palha, pisou graciosamente nos campos férteis e alegres do Berço do Madeira, e nos agraciou com sua presença de luz, bondade e encanto.
Sem delongas caro escriba, sem delongas!
Oh! Não me aperreie caro leitor e cara leitora. Às vezes sou roda gigante, às vezes caracol.
Estou a mastigar essa crônica há vários dias, a procura da batida perfeita!
Voltemos então ao ser de luz que aportou entre nós em seu singelo cesto de palha enfeitado por guirlandas com flores multicores entrelaçadas.
Caro leitor e cara leitora, vocês já estiveram no País das Maravilhas?
Vejam que alegria, que privilégio o nosso! Basta Dona Alicinha sorrir e já nós do Berço do Madeira estamos no País das Maravilhas.
O segredo queridos beradeiros e beradeiras, “é rodear-se de pessoas que te façam sorrir o coração. E então, só então, estaremos no País das Maravilhas”, no País de Dona Alicinha.
Vocês leitores e leitoras, já foram fulminados pelas retinas dos olhos cativantes da Dona Alicinha? Já sentiram o abraço mais terno, meigo e restaurador do Berço do Madeira?
Da próxima vez que a encontrá-la, alimentem-se, renovem-se e mergulhem profundamente no País das Maravilhas da Dona Alicinha, um ser de luz de mãos generosas, um sopro divino do criador.
Aproveitem beradeiros e beradeiras, o céu existe!

Simon O. dos Santos – Cronista

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