Crônica
DA CIBRAZEM À PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO
Parceleiro! Caríssimos leitores e caríssimas leitoras, sabem o significado dessa palavra? Desconfio que poucos de vocês sabem.
Bom! Arrisco afirmar que apenas três beradeiros do Berço do Madeira sabem: Zé Brasileiro, Tequinho e Felix, esses três mosqueteiros sabem, porque foram testemunhas inconteste do período em que o parceleiro (semeador de esperança) foi o agente propulsor dos primórdios da produção agrícola no Berço do Madeira, durante as décadas de 1970 e 1980.
Estes semeadores de esperança chegaram no Berço do Madeira na esteira de uma política nacional instrumentalizada pelo INCRA, a partir de 13 de agosto de 1971, quando é instalado o Projeto Integrado de Colonização Sidney Girão, e efetivamente implantado em abril de 1972.
Devo dizer-lhes que tantas informações, necessárias, diga-se de passagem, retiram a leveza e a graça dessa crônica.
Mas, leitores e leitoras, vocês já viram a graça que está ficando a Praça de Alimentação no centro da cidade do Berço do Madeira?
Pois é leitores e leitoras, a Praça de Alimentação que deve ser inaugurada em breve, fala diretamente ao período mencionado no início dessa crônica. Sua construção é inconteste, um elogio ao parceleiro, um desbravador de fronteiras.
Homi! Não misture “alhos com bugalhos”, vá direto ao ponto, crônicas longas são enfadonhas.
Pois bem, avexado leitor e avexada leitora! Há 47 anos, precisamente no dia 21 de agosto de 1977, a ASTER, responsável pela assistência técnica aos parceleiros, instalou uma unidade da Cibrazem (Companhia Brasileira de Armazenamento), exatamente neste local onde está instalada a graciosa Praça de Alimentação, repito, deve ser inaugurada em breve!
E então, a Cibrazem atuava no fomento à produção agrícola, abastecimento e armazenagem. Vejam caros leitores e caras leitoras, boa parte da produção agrícola dos parceleiros assentados pelo INCRA no Berço do Madeira, era armazenada na Cibrazem, para ser comercializada na entressafra, bem como servir de estoque público, para proteger justamente o parceleiro dos riscos provocados pelos imprevistos da atividade agrícola, e para alimentar a própria população do distrito.
Arre! Mais informações que encharcam essa crônica. Necessárias caro leitor, cara leitora, necessárias!
Mas, vamos encerrá-la com louvor, com apreço e com a constatação que a graciosa Praça de Alimentação consolida uma corajosa trajetória que vem desde os parceleiros, com o sagrado ofício de produzir e compartilhar o pão nosso de cada dia.
É um reconhecimento nobre, devo dizer, sem pieguice. A Administração Municipal foi assertiva, ao ligar os pontos descapados da História e nos brindar com um belíssimo espaço público carregado de história e de sentimentos.
Obrigado leitor, obrigado leitora, vocês foram meus parceleiros e minhas parceleiras na construção dessa crônica.
Simon O. dos Santos – Cronista