Sete em cada dez consumidores estão com medo de fazer compras on-line e cair em golpes; veja como evitar fraudes

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A maioria dos consumidores brasileiros está com medo de fazer compras on-line. Segundo uma pesquisa realizada pelo laboratório especializado em segurança digital da PSafe (dfndr lab), o número chega a 68%. Além disso, o estudo que analisou os hábitos de compras virtuais próximos a datas festivas, como o Dia dos Pais, revela que 83% dos entrevistados desconfia de promoções on-line.

A preocupação, segundo Emilio Simoni, diretor do laboratório, se justifica. Somente nos primeiros seis meses do ano, a Psafe identificou mais de 31 milhões de golpes em sites e páginas falsas.

De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, os resultados da pesquisa mostram que a desconfiança em relação à compra em e-commerce está fazendo com que os usuários adotem novos cuidados para evitar cair em golpes.

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— Mais da metade dos entrevistados dizem que antes de fazer uma compra virtual sempre busca por comentários sobre o estabelecimento. Apesar desta parcela se preocupar em investigar antes de realizar uma compra, o número de golpes de sites e páginas falsas é altíssimo. Isso mostra como os cuidados precisam ser reforçados e praticados por cada vez mais pessoas — alerta o especialista em segurança digital.

Segundo a pesquisa da Psafe, 50% dos respondentes utilizam o cartão de crédito nas compras on-line, por ser o método mais fácil de pagamento. Porém, 54% dos participantes têm medo de ter o cartão clonado.

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Falsas promoções são os principais golpes na internet

A pesquisa, que ouviu 18.162 usuários de aplicativo de segurança on-line, recebeu também depoimentos anônimos de vítimas de golpes virtuais. Entre os relatos mais recorrentes estão os de compra de produtos que nunca foram entregues, alguns entrevistados contaram que após realizar uma compra em determinado site, ele desapareceu e não houve mais como entrar em contato com a loja.

“Comprei um jogo de panelas, mas o site da loja era falso e eles (os golpistas) começaram a fazer compras em meu nome”, diz uma das vítimas.

Os golpistas, geralmente, tentam se passar por empresas, criando sites ou páginas falsas que copiam o design e a linguagem dos canais oficiais das marcas para não gerar desconfiança nos usuários.

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— Nas redes sociais, os cibercriminosos usam a mesma tática e divulgam promoções com valores bem abaixo do preço e premiações falsas. Dessa forma, conseguem induzir com que os usuários cliquem em links maliciosos para páginas falsas criadas para obter informações confidenciais como e-mail, documentos e, principalmente, dados bancários da vítima — explica Simoni.

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