POR FALTA DE MÉDICO LEGISTA, CORPO DE EMPRESÁRIO PASSA QUASE TRÊS DIAS SEM EXAME DE NECRÓPSIA EM GUAJARÁ-MIRIM.

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O município de Guajará-Mirim tem sofrido diversos problemas, em virtude da falta de alguns serviços que dependem da estrutura administrativa do governo estadual. Esta semana, mais uma vez, a situação ficou evidente, com o falecimento do empresário Barrozinho, visto que as circunstâncias em que ocorreu o óbito exigem, por lei, a realização de necropsia. Infelizmente, os procedimentos foram adotados com muito atraso pela falta de uma estrutura do IML. Conforme a legislação, o exame de necropsia deve ser realizado por um médico legista, profissional que o estado deveria ter em Guajará-Mirim. Assim, foi necessário que o município de Nova Mamoré realizasse os procedimentos,  para atestar, de fato e de direito, a causa da morte.

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Já faz algum tempo que o governo do estado não providencia um médico legista para o município, e todas as vezes em que ocorre morte de forma violenta, o corpo tem que ser encaminhado para Nova Mamoré para que esse procedimento ocorra naquele local. No começo desta semana,  ocorreu um grave acidente no  no rio Pacaás Novos, onde o empresário José Pereira Barroso, de 56 anos, o Barrozinho, veio a óbito. Embora ele tenha recebido atendimento no Pronto Socorro do Hospital Regional, não resistiu ao grave acidente. Como o fato aconteceu no período noturno, o corpo só foi encaminhado para Nova Mamoré no outro dia, ficando praticamente todo o dia.  Somente por volta das 16 horas, o corpo foi liberado para os familiares, após passar pela necropsia.

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Nossa equipe entrou em contato com alguns familiares do empresário e eles aproveitaram para fazer um apelo às autoridades estaduais ou municipais cobrando a instalação do IML em Guajará-Mirim, com o médico legista, conforme prevê a legislação. Há muitos meses, o governo de Rondônia e a secretaria de estado da saúde recebem reivindicações sobre a situação, mas até hoje nenhuma medida foi adotada. É necessário que o governo contrate um médico legista para o município de Guajará-Mirim, para evitar que outras famílias sofram com os mesmos problemas. Não é possível entender a razão pela qual as autoridades estaduais não resolvem essas demandas prioritárias. No caso do empresário Barrozinho, o atraso foi tanto que somente foi possível o sepultamento na quinta-feira, fato que mostra claramente o descaso das autoridades com o ser humano e com as famílias guajará-mirenes.

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Por:Guajará Notícias

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