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NATAL, ANO NOVO E POLÍTICA Por Aluizio da Silva*

Vivemos o clima natalino com a expectativa de que, no próximo ano, as coisas sejam melhores de uma forma geral para todos. E para as coisas melhorarem, além de nossas próprias ações, dependemos também da vontade política, da ação daqueles que nos representam nas casas legislativas, pondo fim a uma onda de pessimismo e descrença naqueles que elegemos.

Nomes ecoam por todos os lados com a pretensão de serem candidatos em 2018. Precisamos, a fazer análise desses nomes, levar em consideração o fato desse pessoal ter conscientização da responsabilidade de defender os pobres, os humildes, da prepotência, do poder econômico e, sobretudo, do desrespeito à dignidade do ser humano vítima da inoperância do Estado e da malvadeza dos homens.

Quando Juscelino Kubitschek idealizou a construção de Brasília disse: “Isso muda o destino dos brasileiros, pois aqui será implantada uma nova civilização. O futuro do Brasil será construído pelo trabalho dos brasileiros, que haverão de usar as riquezas naturais do País e o fruto da inteligência do povo. Tudo para o progresso e desenvolvimento da Pátria”.

Infelizmente, para nós, brasileiros, a realidade de hoje é bem diferente daquilo que imaginou JK. E Brasília se transformou, além do centro do poder, em capital da corrupção, dos mal-feitos, de tudo de ruim que podemos imaginar no campo político e social.

Urge, pois, a necessidade de já em 2018 elegermos pessoas compromissados verdadeiramente com as causas populares, voltadas para o atendimento em alta escala do bem comum. A crise que vivemos gera desemprego e uma alta queda no caixa dos municípios e afeta, principalmente, as áreas de saúde e educação.

Pode parecer paradoxal, mas o aumento do Salário Mínimo e a implantação do Piso Nacional do Magistério trazem graves e profundos reflexos negativos nos cofres dos municípios. A arrecadação do IPTU, tributo tipicamente municipal, é baixa e números comprovam que, em todo o País, apenas cerca de 40% dos contribuintes recolhem naturalmente o imposto.

Por outro lado, a constante queda nos repasses do FPM traz mais complicações para as prefeituras de todo o País. Concomitantemente, União e Estado estão sempre repassando aos Municípios despesas para as quais não repassam valores condizentes para sanar tais novos compromissos.

Em assim sendo, e diante da grave crise que vivemos, seria de bom alvitre que, ao desejarmos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo ao semelhante, desejássemos também a ele “felicidades na escolha de seu candidato em 2018”.

*Administrador, Jornalista e Radialista. Membro-Fundador da Academia Guajaramirense de Letras (AGL).

FONTE:Guajará em Foco

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