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Nova vistoria da Justiça identifica problemas no hospital de Guajará, RO

Justiça do Trabalho realizou no final da última semana uma nova vistoria no Hospital Regional Perpétuo Socorro de Guajará-Mirim (RO), a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, e encontrou diversas irregularidades como a falta de medicamentos básicos, praga de pombos, o não funcionamento do aparelho de raio-x, entre os outros problemas identificados.

A inspeção foi feita pelo juiz titular da 14ª Vara do Trabalho Carlos Antônio Chagas Júnior que determinou prazos específicos para que a administração municipal faça as manutenções em cada setor vistoriado, sob pena de multas pessoais e solidárias dos agentes públicos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), a administração municipal vai providenciar os materiais para cumprir o que foi determinado, conforme a ata de inspeção oficial emitida pelo Tribunal de Justiça Trabalhista.

Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (4), o magistrado deu detalhes sobre a vistoria nos setores da unidade e explicou que em alguns casos o valor da multa varia de R$ 1 mil até R$ 50 mil por dia, caso as determinações judiciais não sejam cumpridas à risca, pois somente neste ano o prédio passou por mais de dez inspeções da Justiça. Mas ainda existem vários problemas que precisam ser resolvidos o mais rápido possível.

“Encontramos pisos quebrados com pontas soltas, que colocam em risco a vida de todos. Além disso, encontramos o autoclave com problemas, as fossas sépticas e os aparelhos de ar-condicionado necessitam de manutenção urgentemente e o aparelho de raio-x não estava funcionando. Os problemas mais graves são a infestação de pombos no telhado e forro e também a falta de medicamentos básicos, inclusive o soro”, declarou Chagas Júnior.

Juiz titular da 14ª Vara do Trabalho Carlos Antônio Chagas Júnior  (Foto: Júnior Freitas/G1)

Juiz titular da 14ª Vara do Trabalho Carlos Antônio Chagas Júnior (Foto: Júnior Freitas/G1)

Ainda segundo o juiz, a própria população tem o dever de colaborar com a administração para que não falte equipamentos, já que geralmente os pacientes levam os lençóis novos embora quando recebem alta.

“É grave, as pessoas têm que entender que os lençóis devem ficar. O lençol é um dos equipamentos essenciais para o embiente hospitalar”, finalizou.

De todos os problemas apontados na inspeção, o único que já foi parcialmente solucionado foi o do raio-x, que voltou a funcionar normalmente horas depois da determinação judicial.

Prazos dados pela Justiça

Conforme a ata de inspeção da Justiça do Trabalho, a Semsau tem o prazo de 48h para fazer os reparos do piso e substituir as cadeiras da recepção sob pena de multa pessoal e solidária de R$ 1 mil por dia ao prefeito Cícero Noronha e ao atual secretário municipal de saúde, Davino Serrath.

Justiça do Trabalho deu o prazo de 48h à Semsau para fazer os reparos solicitados (Foto: Júnior Freitas/G1)Justiça do Trabalho deu o prazo de 48h à Semsau para fazer os reparos solicitados (Foto: Júnior Freitas/G1)

Justiça do Trabalho deu o prazo de 48h à Semsau para fazer os reparos solicitados (Foto: Júnior Freitas/G1)

Sobre a falta de medicamentos na farmácia, o magistrado deu o prazo até o próximo dia 11 para que os remédios sejam adquiridos, já as fossas sépticas devem ser reparadas em até cinco dias, ambas sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A Semsau tem dez dias para fazer a manutenção de todos os aparelhos de ar-condicionado do prédio, sob pena de multa diária de R$ 5 mil e 15 dias para reparar o autoclave e o gerador de energia, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Por último, o documento determina ainda que a Polícia Militar Ambiental resolva o problema da infestação de pombos na unidade em até dez dias, sob pena de praticas crime de desobediência à Justiça.

FONTE:G1

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