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GARIMPEIROS SE REORGANIZAM E BUSCAM OURO EM ÁREAS PROTEGIDAS PELO IBAMA E ICM-BIO NAS FLORESTAS DE UNIÃO BANDEIRANTES

Porto Velho, Rondônia – Até o momento não houve nenhuma prisão de garimpeiros que retomaram os garimpos ilegais que estouraram há mais de um mês em áreas de florestas e herbários localizados no Distrito de União Bandeirantes, a 158 quilômetros da Capital Porto Velho.

De acordo com dirigente de um dos dois sindicatos da categoria, ainda sem registro no Ministério do Trabalho e Emprego (MT-E), ‘a ocupação é pacifica e até agora, as autoridades em nada se manifestaram’.

Segundo a mesma fonte, 2,5 mil homens já estariam trabalhando nas áreas demarcadas, aleatoriamente, com equipamentos instalados e trabalhando nos locais de extração de ouro cujas ocorrências teriam sido mapeadas por aposentados da extinto Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), atual Serviço Geológico do Brasil.

Com mapas de localização que levam a assinatura da antiga CPRM, os garimpeiros dividiram a ocupação (?) em áreas medindo 10 x 25m (extração individual) e 40 x 100 m a grupos liderados por um aposentado alcunhado de ‘Gaúcho da CPRM’ ou ‘Alemão do KM 180’, suposto achador da nova fofoca garimpeira.

A maioria dos garimpeiros que ocupam a zona central das florestas de União Bandeirante e entorno da Terra Indígena (TI) Karitiana, no Ramal Maria Conga, ‘é oriunda dos garimpos de Humaitá, Apuí, Manicoré, Novo Aripuanã e Nova Olinda do Norte (AM), Belmont, Mutum, Ceron Braz, Jirau, Alto e Baixo Madeira (Porto Velho), Bom Futuro (Ariquemes-RO), Imperatriz (MA), Jacareacanga, Itaituba e São Luís do Tapajós (PA), Rio Teles Pires, Pontes e Lacerda, Comodoro e Peixoto (MT)’.

De acordo com garimpeiros ouvidos por este site de veiculação de imprensa no sábado (2), a poucos metros de compras de ouro da Rua Joaquim Nabuco, no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com as ruas D. Pedro II Paulo Leal, ‘o ouro de Bandeirantes beira os 98% de teor de pureza, por isso, tão cobiçado por todos’.

A mobilização das turbas de garimpeiros teve inicio, oficialmente, ao menos dois meses atrás, no exato momento em que ‘um à toa que estava blefado no Bom Futuro foi convidado por um índio-descendente para vender uma carga de cassiterita em Ariquemes, avaliada em teor de até 65%’.

A notícia da nova ‘fofoca’*, recheada com as ‘boas novas’ da corrida ao ouro de União Bandeirantes, azeitou o maquinário da parte dos garimpeiros estacionados no Belmont e região.

Foi o bastante para que o ‘estouro’ da nova fofoca do ouro chegasse a vários pontos desses estados e aos dirigentes de sindicatos, associações e cooperativas, inclusive sob investigação da Polícia Federal – mesmo já tendo sido submetidos a multas, prisões de diretores e apreensão e incêndio de equipamentos.

Segundo dados de 2016-17, o tráfico formiguinha envolto da extração ilegal de minérios, beneficiamento e comercialização, sobretudo do ouro extraído dos garimpos de União Bandeirantes e região, ‘não é nenhuma novidade às autoridades rondonienses’, relata um garimpeiro oriundo da cidade de Ourinho, em São Paulo.

Segundo ele, ‘a coisa já movimenta, em média, entre 10 a 25 quilos’ com o uso da extração individual, a partir das fundiárias das florestas e entorno das aldeias da Terra Indígena Karitiana do Ramal Maria Conga’ ao menos de dois a seis meses. E sem alarde, reiterou a fonte exigindo que os garimpos sejam legalizados e tributados pelo Município, Estado e pela União Federal.

Fonte: NewsRondônia

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