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Polêmica nas redes sociais em virtude da instalação de portões no acesso a Serra dos Parecis em Guajará-Mirim

Nesses últimos dias tenho acompanhado a polêmica nas redes sociais em virtude da instalação de portões no acesso a Serra dos Parecis em Guajará-Mirim, onde a visitação está restrita e aparentemente monitorada pela Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente).

Guajará-Mirim tem tem 94% de suas terras destinadas a reservas (Parques, Resex, Rebio…) Essas decisões afetaram drasticamente a economia do Município: comercio decadente, agricultura e pecuária falida, indústria inexistente… resultado de tudo isso é a falência total do município e o empobrecimento das pessoas que aqui vivem. Só não vê quem não quer. basta comparar nosso município com qualquer outro do estado em que exista uma produção agrícola consolidada. Vejamos o exemplo do município mais próximo de Guajará-Mirim. Nova Mamoré, que no passado era um Distrito do nosso Município: comércio em ascensão, grande produção agrícola e pasmem: Nova Mamoré já é o terceiro maior produtor de bovinos de corte do Estado de Rondônia. O poder de compra da população está muito além do que vemos por aqui. Agora vamos comparar a destinação de suas terras. Excluindo todas as reservas daquele município ainda sobra 70% de área agricultável. Está aí a diferença!

De que adianta uma enorme área verde, se os seus ocupantes vivem de forma miserável? De que adianta uma beleza admirável se não tem ninguém para contemplar?
Todo parque existe um plano de manejo de uso. A Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) possui esse plano para o Parque Municipal? Não sabemos, falta informação. Os bons exemplos devem ser copiados, não há problema nisso. Os parques nos municípios do Brasil geram renda, que são revertidas no próprio parque, contratando guarda-parques, guias e profissionais que cuidam da Unidade. A Serra já perdeu boa parte da sua cobertura vegetal original, todos os anos ela pega fogo e ninguém faz nada.
Nas outras Unidades de Conservação espalhadas pelo Brasil, são cobradas entradas para visitação e as Prefeituras dão toda estrutura necessária para tanto.

Se não existe recurso para investir, tem que captar junto ao Ministério do meio Ambiente, é difícil, mas não é impossível. Outro caminho seria abrir concorrência publica para empresas interessadas em investir naquele local. Tem inúmeras alternativas.
Não estou aqui defendendo e nem acusando a Prefeitura de má administração, somente me corta o coração como filho deste município, que já foi tão importante para o Estado e se encontra nesta situação deplorável. Infelizmente a Prefeitura de Guajará-Mirim é uma máquina de destruir carreiras políticas. Qualquer um que assuma o cargo de Prefeito só dura quatro anos e nunca mais se elege nem para presidente de Associação de bairros.
Lamentável!!

Autor:Marcos Zaramella

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FONTE;OMamoré Comentários do Facebook Comentários

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