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Refugiados cubanos e venezuelanos buscam vacina contra febre amarela em Guajará-Mirim

Mais de 100 refugiados cubanos e venezuelanos buscaram os postos de saúde para receber a vacina contra a febre amarela em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. De acordo com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Nuvepa), somente neste mês de agosto foram 150 estrangeiros vacinados no Centro de Saúde Carlos Chagas, no Bairro Almirante Tamandaré.

Ainda de acordo com o Núcleo, os dias de atendimentos nos postos de saúde do município para imunização contra a febre amarela são às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Na segunda-feira (28), o Posto Carlos Chagas recebeu e atendeu 24 estrangeiros.

O fluxo de cubanos e venezuelanos tem aumentado no município porque eles querem atravessar a fronteira para chegar às cidades bolivianas e também no Chile, com a esperança de conseguir trabalho e melhorar as suas condições de vida.

          Consulado Boliviano em Guajará-Mirim (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Para conseguir o visto na Polícia Federal e entrar em território boliviano é necessário que esses refugiados tenham os cartões de vacina comprovando que estão imunizados contra a febre amarela, além de preencher a documentação no Consulado Boliviano, no Centro.

Segundo o Consulado Boliviano, somente no último mês de julho foram expedidos 190 vistos de turistas de entrada na Bolívia para refugiados cubanos. Os venezuelanos não precisam de visto para entrar em território boliviano porque a Venezuela faz parte dos países do Mercosul e possuem essa prerrogativa.

Os vistos expedidos pelo consulado da Bolívia têm validade de 30 dias. Acabando esse prazo, o turista tem que retornar ao país de origem ou precisarão regularizar a situação no setor de imigração do país onde estão vivendo.

Outra exigência do consulado para que os refugiados possam entrar no território boliviano é a marcação do cartão de saída na Delegacia de Polícia Federal de Guajará-Mirim, que vai regularizar oficialmente a situação do turista para que ele possa dar seguimento ao seu trajeto.

Fonte: G1/RO/JUNIOR FREITAS

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