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FALTA LIDERANÇA por Aluízio da Silva

É público e notório que Guajará há anos se ressente da falta de lideranças capazes de inspirar confiança no povo. Depois de Chico Nogueira e Isaac Bennesby tivemos apenas Chico Oliveira, que venceu duas eleições – a 1ª em 96 como vice de Bader, e a 2ª em 2.000 como candidato não mais como vice, mas como prefeito. Contudo, quis o destino que ele não tivesse o direito de assumir o cargo e Deus o levou para a morada eterna poucos dias antes de sua posse no Palácio Pérola do Mamoré.

Aí veio Cláudio Pilon com seu estilo populista e fez um arremedo de líder, conseguindo a reeleição para o Palácio Pérola do Mamoré em 2004. Mas tropeçou em seus próprios erros, achou que era Deus e deu no que deu. Acabou cassado pela justiça cedendo o lugar para Dedé de Melo, que teve também uma época em que chegou a ser um líder, mas não carismático como Nogueira, Isaac e Chico Oliveira.

Acompanhando as primeiras mensagens exibidas no rádio e na Tv na campanha eleitoral atual, não vi ainda um candidato apresentar um plano de trabalho – ou de governo – que contemple as necessidades da população. É uma generalidade de assuntos sem contudo focar em temas importantes e essenciais para o povo. Como por exemplo, políticas públicas. Ninguém fala em priorizar a construção de uma creche, tão importante para a cidade, em pavimentação de avenidas, em investimentos na saúde e na educação, em manter em dia o pagamento do servidor municipal, a organização da Guarda Municipal e uma série de outros assuntos de extrema importância para o povo.

Nessas três últimas décadas, surgiram novos nomes, gente jovem que poderia muito bem ocupar essa liderança hoje inexiste na cidade. Mas não evoluíram, não fincaram raízes, não floresceram. E estamos em mais uma campanha política sem um líder verdadeiro, real, capaz de atrair a confiança do eleitor e do povo em geral. Quem sabe, nessa nova leva de candidatos a vereador surja um nome capaz de se consolidar para as próximas eleições?

“Mientras tanto” como dizem os bolivianos, vamos vivendo de cantinelas, promessas inconsistentes e com a esperança de que o dia de amanhã seja melhor do que o de hoje.

ALUIZIO DA SILVA *Administrador e Jornalista

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