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POLÍTICA ONTEM E HOJE por Aluízio da Silva

Até o início da década de 1970, quando só existiam dois partidos políticos por força de imposição do Regime Militar reinante na época, não havia a sujeira que hoje existe na política brasileira. Esses dois partidos eram a ARENA – Aliança Renovadora Nacional, de apoio ao governo militar, e o MDB – Movimento Democrático Brasileiro, de oposição, que mais tarde passou a ser PMDB, como se vê, somente a palavra Partido foi acrescentada ao nome antigo, isso em função de medida adotada pelo governo da época, quando a Arena passou a chamar-se PDS – Partido Democrático Social.

Foi nessa época, depois de viver durante 9 meses na Bolívia (seis meses em Riberalta e três em Cachuela Esperanza, trabalhando, naturalmente) , que ingressei na política a convite do então deputado federal Jerônimo Garcia de Santana, o lendário Homem da Bengala, opositor intransigente do regime então reinante, e chamado de defensor dos pobres e oprimidos de Rondônia, que à época era governada por coronéis nomeados pelo Governo Federal.

Pois bem (como diria meu amigo e locutor aposentado Wilson Charles), gostei da política e do programa de meu partido e acabei, a convite dos dirigentes da sigla, saindo candidato a vereador na eleição de 1976. Sem recursos, e novo e sem a manha de políticos calejados, acabei como 1º suplente com 276votos obtidos. Com as mudanças nas regras eleitorais, acabei migrando para o PDS e, em 1982, assumi por três meses a vaga de Chiquinho Nogueira na nossa Câmara Municipal com o afastamento dele do cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, que ganhou e depois fui seu assessor durante 3 anos na ALE.

De memoráveis campanhas políticas ao lado de Jerônimo Santana e outros amigos que defendiam a democracia, lembro bem de Salomão Silva, Salomão Melgar, Manoel Mendes, Valdemar Félix, Sandoval França, Nagib Jorge Badra, que foi nosso candidato a deputado federal,  Abrahão Azulay, Joaquim Fernandes Moura, Amadeu Monteiro, Arlindo Barbeiro, Carmelo e tantos outros que eram de fato peemedebistas autênticos, como eu.

Do outro lado, Chico Nogueira, Quintino Augusto de Oliveira, Antônio Barroso, seu Macedo (pai) e Macedinho (filho), Vicente Lucas e outros.

Naquela época só políticos do bem. Todos sabiam que o homem, seja político ou não, deve viver do seu trabalho honesto. Tempos de atrasos, dirão alguns. Mas de respeito à coisa pública. Hoje, os políticos descobriram que o roubo enriquece mais facilmente, não castiga ninguém e a corrupção alastrou-se pelo país.

Lembro que no dia 1º de janeiro de 1993, quando Chiquinho Nogueira passou a prefeitura para Isaac Bennesby, disse em seu discurso de despedida: “Confira os números, Dr. Isaac Bennesby, e para o meu orgulho e satisfação, comunico que estou transmitindo o cargo com um saldo positivo em caixa, depositados nos bancos, no valor der Cz$ 465.378.333,26 (quatrocentos e sessenta e cinco milhões, trezentos e setenta e oito mil, trezentos e trinta e três cruzeiros e vinte e seis centavos) – (era a moeda da época).

Nos últimos 24 anos de vida em Guajará-Mirim que foi que voltou a presenciar um fato dessa natureza? E não me venham com conversa de que isso é passado. Ora, só tem história quem tem passado.

E viva Guajará-Mirim que começa uma nova fase em sua história. Que seja de total e absoluto sucesso.

Aluizio da Silva é Administrador de Empresas, Jornalista e Radialista. Membro fundador do AcademiaGuajaramirense de Letras (AGL). E filho de Guajará-Mirim.

 

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